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Quaresma e Campanha da Fraternidade 2015

“Eu vim para servir”. Mc 10,45

Com o Tema – Fraternidade: Igreja e Sociedade, na última quarta-feira de cinzas começamos mais um tempo quaresmal, para entramos na dinâmica da conversão pessoal e social que nos pode conduzir à páscoa do Senhor e à nossa “páscoa”.

A quaresma como nos assinala Dom Leonardo Ulrich Steiner, na apresentação do documento Famílias na CF e Via sacra, é um caminho de identificação com Cristo e pede de nós jejum, oração e esmola, ou seja, uma sincera conversão em relação a nós mesmos, em relação às pessoas e coisas e em relação a Deus, Senhor e autor da vida. Trata-se dum momento de verdadeira mudança de coração e de vida.

Jejum é um abster-se, um esvaziar-se, um abrir-se. No vazio de nós mesmos, somos fecundados pela suavidade da gratuidade. Jesus crucificado, vazio de si, é entrega suave-sofrida ao Pai: “em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46). No jejum, somos reintegrados!

A oração é aproximação, nova relação, exposição; busca de atingimento pela amorosidade de Deus. Uma quase súplica de afeto e de amor: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?” (Mt 27,46). A busca de coração pelo Pai. Quanta intimidade!

“A esmola, partilha de vida, cuidado amoroso, liberdade de entre­ga, serviço! A esmola é envio para o próximo. Encontro com aqueles que o Estado e a sociedade não querem” (Madre Teresa de Calcutá). A Esmola, exercício para o crescimento e fidelidade da nossa filiação divina: sermos bons e generosos como Deus o é.

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