Foi com o coração cheio de gratidão que, dias atrás, concluí a leitura do livro: “Peregrino a caminho do Invisível” da autoria da nossa Irmã Maria José Medeiros.
Talvez, porque também tenha tido a graça de conhecer a autora, por detrás de cada poema percebi a sensibilidade de quem há muito tempo descobriu que “o essencial é invisível aos olhos”.
No livro, os poemas trazem arte, trazem vida, trazem história e singeleza dum coração peregrino e sempre aberto às coisas do Eterno. Poderia salientar vários, contudo, permiti-me transcrever apenas dois:
Ampulheta
Ampulheta do meu tempo
que ninguém vê deslizar…
… só Tu que toda me envolves
na ternura desse olhar…
Tempo do nosso viver,
neste enlevo de criança
que descobre até na cruz
rebentos de nova esperança
Tempo de esperança e de espera,
a deslizar manso e lento
no cristal da minha esfera…
Ao ritmo da Morte-Vida,
só quero, em cada momento,
VIVER em Ti escondida.


